Inibidores de apetite e a Psicoterapia

Inibidores de apetite e a Psicoterapia

Terapia e Medicamentos Inibidores de Apetite.

Muita gente acha que tomar Mounjaro (ou outros inibidores de apetite como semaglutida) é a solução mágica para acabar com a compulsão alimentar e o peso extra. E realmente eles ajudam bastante: diminuem o "barulho da comida" na cabeça, reduzem a vontade louca de comer e deixam a pessoa mais saciada com menos quantidade.

Mas aqui vai a real: esse remédio sozinho é como colocar um band-aid num ferimento que precisa de pontos.

A compulsão alimentar quase nunca é só sobre fome física.

Ela geralmente está ligada a emoções, estresse, ansiedade, tédio, baixa autoestima, traumas antigos ou até a forma como a gente aprendeu a lidar (ou fugir) dos sentimentos.

O Mounjaro pode silenciar o grito da compulsão por um tempo, mas se você não aprender a lidar com o que está por trás, quando o efeito diminui, ou quando a vida aperta, o comportamento antigo tende a voltar – às vezes até mais forte.

É aí que a psicoterapia entra como peça fundamental:

Ela te ajuda a entender os gatilhos (o que dispara a vontade de comer descontroladamente)

Te ensina formas mais saudáveis de lidar com emoções sem usar a comida como anestesia

Trabalha a autoestima e a relação com o próprio corpo

Te dá ferramentas para manter os resultados a longo prazo, mesmo se algum dia você parar o medicamento

Evita que o emagrecimento vire uma nova obsessão ou transtorno

Resumindo de forma bem prática:

Mounjaro + psicoterapia = combinação poderosa

Só Mounjaro = alívio temporário (e risco de efeito sanfona emocional)

Só psicoterapia = mudança mais lenta, mas profunda e duradoura

O ideal? Os dois juntos, com acompanhamento também de nutricionista.

Assim você não só perde peso... você ganha liberdade em relação à comida.

Se joga na terapia — vale muito mais do que qualquer injeção sozinha! 

 

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